O Futuro dos Simbiontes: Entre a Despedida nos Cinemas e o Caos nas HQs

O Futuro dos Simbiontes: Entre a Despedida nos Cinemas e o Caos nas HQs

Se você achava que a dinâmica entre Eddie Brock e seu “parasita” de estimação já havia atingido o ápice da loucura, é melhor repensar. O universo dos simbiontes está em plena expansão, dominando tanto as grandes telas quanto as páginas dos quadrinhos com narrativas que prometem abalar as estruturas da Marvel. Enquanto os cinemas recebem o que pode ser o capítulo final da saga cinematográfica atual, o mundo das HQs prepara o terreno para um crossover alucinante previsto para 2026.

A Última Dança nas Telonas

No universo cinematográfico, as atenções se voltam para “Venom 3: A Última Rodada” (ou Venom: The Last Dance no original). O longa, programado para estrear nos Estados Unidos em 25 de outubro de 2024 — chegando ao Brasil um dia antes, em 24 de outubro —, coloca Eddie Brock, interpretado por Tom Hardy, e o simbionte Venom no centro de uma perseguição implacável. Desta vez, a dupla enfrenta ameaças de ambos os mundos, numa trama que introduz Knull, um dos antagonistas mais formidáveis e sombrios da Marvel.

A produção enfrentou seus próprios obstáculos de bastidores. O desenvolvimento começou ainda em 2021, logo após “Tempo de Carnificina”, mas as filmagens na Espanha sofreram interrupções devido à greve da SAG-AFTRA, sendo retomadas apenas no final de 2023. Embora o filme seja vendido como um encerramento épico, a Sony mantém o mistério no ar. Fontes indicam que esta pode ser a despedida de Tom Hardy do papel, mas, como é de praxe em Hollywood, nada foi confirmado oficialmente, deixando uma porta entreaberta para o futuro.

Reviravoltas Radicais nos Quadrinhos

Enquanto o cinema aposta na grandiosidade da guerra contra Knull, os quadrinhos estão prontos para virar a realidade do Homem-Aranha de cabeça para baixo. Com lançamento marcado para 26 de fevereiro de 2026, The Amazing Spider-Man: Death Spiral #1 promete ser o arco de simbiontes mais insano dos últimos anos. A trama, arquitetada pelos roteiristas Joe Kelly, Al Ewing e Charles Soule, traz uma configuração de personagens que desafia qualquer expectativa.

Esqueça o que você sabe sobre quem é quem. Nessa nova fase, Mary Jane Watson entra em ação absorvendo o simbionte Venom, colocando Peter Parker numa situação delicada. Para piorar, o Carnificina está à solta e, de forma surpreendente, seu novo hospedeiro é ninguém menos que Eddie Brock. Com Brock tendo acesso direto às memórias de Peter através da mente coletiva, a identidade secreta do Homem-Aranha nunca esteve tão vulnerável.

Alianças Improváveis e Novos Vilões

A complexidade da trama aumenta com a introdução de um novo elemento caótico: Torment. Esse assassino em série surge como uma ameaça tão real que força os personagens a tomarem decisões morais difíceis. A grande questão levantada por Soule e Kelly é se o Homem-Aranha, a Venom de Mary Jane e o Carnificina de Eddie Brock conseguirão deixar suas rixas de lado. Eles continuarão a luta interna ou formarão uma trégua temporária para direcionar seus poderes e intelecto contra Torment?

Com arte de Jesús Saiz e capas de Ed McGuinness, essa saga não apenas eleva a tensão, mas serve como um prato cheio para os fãs que aguardam as próximas grandes produções, como Spider-Man: Brand New Day e o aguardado Beyond the Spider-Verse. Este último, aliás, carrega a responsabilidade de fechar a trilogia animada, enquanto a expectativa cresce para o quarto filme de Tom Holland, que iniciará uma nova fase no cinema.

Fica claro que, seja em 2024 com o filme ou em 2026 com os quadrinhos, a Marvel não planeja dar descanso aos fãs dos simbiontes. A teia de aranha está mais embaraçada do que nunca, e a única certeza é que o caos está apenas começando.