DC vs. Marvel

Esse é um daqueles conflitos eternos no mundo dos quadrinhos. Entre erros e acertos, não existe uma editora “melhor”, cada uma achou o seu público e desenvolve seus arcos seguindo suas próprias visões. Mas enquanto que no mundo dos quadrinhos temos um empate técnico, no universo dos filmes a Marvel tem sido a campeã sem discussões, mas agora a DC mostra a que veio com Mulher Maravilha!

Finalmente uma heroína!

O primeiro ponto que temos que falar é a DC ter um filme solo focado em uma heroína, coisa que a Marvel poderia ter feito com a Viúva-Negra ou continuado um desenvolvimento da Pepper Potts para ela se tornar a Rescue. Eu entendo que o argumento de que a Mulher Maravilha é muito mais popular que diversas mulheres da Marvel, mas se eles conseguem fazer um guaxinim falante e uma árvore com vocabulário limitado serem interessantes eles conseguem dar o mesmo tratamento para a coleção sem fim de mulheres nos seus ranks.

Crítica Mulher Maravilha

Mulher Maravilha é uma historia de origem nos moldes mais tradicionais das historias de origem. A composição dos arco central e dos arcos paralelos é simples e direta; influência de elementos clássicos da personagem, misturado com elementos mais recentes; um personagem coadjuvante forte e significativo e um grupo de personagens de suporte que tornam a trama mais interessante pelas suas características.

Roteiro e personagens

O enredo do filme mostra uma jovem Diana crescendo em Temiscira e aos poucos se descobrindo diferente de suas compatriotas até que a chegada acidental do Major Steve Trevor na ilha muda as prioridades de Diana e levam ela a ajudar nos esforços de guerra na Europa. Se lendo esse resumo você pensou em Capitão América: O Primeiro Vingador, pode ter certeza que os produtores se inspiraram bastante no que a Marvel vez com o Capitão e pegaram alguns dos melhores elementos para utilizar com Mulher Maravilha, mas nem tudo são louros vitoriosos.

O filme apresenta alguns dos elementos de oposição e conflito mais importantes da Mulher Maravilha, e o desenvolvimento e revelações deixam um pouco a desejar no grande esquema das coisas, especialmente para o futuro da DC no cinema com seus vários personagens um tanto quanto poderosos demais para o seu próprio bem.

Gal Gadot no papel principal

A atuação de Gal Gadot é muito sincera e gostosa de ver nos momentos mais descontraídos e durante as cenas de luta onde se vê nitidamente em que ela estava se divertindo muito com o papel, mas infelizmente em quase todos os momentos mais sérios e pesados do filme a atuação dela deixa a desejar e me fez perder a atenção em alguns momentos.

Honestamente, não sei o que aconteceu e é impossível criticar a Gal visto a intensidade que ela conseguiu levar a Mulher Maravilha na sua outra aparição em Batman vs. Superman; só podemos esperar que essa mesma intensidade volte durante a Liga da Justiça no final do ano.

Falando no universo cinematográfico da DC, Mulher Maravilha soube muito bem não fazer referências as outras produções da editora, não existia espaço no filme e na posição temporal em que ele se passa para fazer piadas ou indiretas, mas para quem conhece a personagem há mais tempo vai pegar algumas referências clássicas em especial à era de ouro da personagem nos quadrinhos.

No final… Mandaram bem!

Mulher Maravilha é um BOM filme, com um enredo simples e contido, um elenco adorável, ótimas cenas de ação, erros que não saltam aos olhos de ninguém e vale seu ingresso sem sombra de dúvidas. Finalmente temos uma produção da DC/Warner que mostra a que veio e mostra que o DCEU ainda tem salvação e me faz criar algumas expectativas positivas para o filme da Liga.


Viotti

Viciado em quadrinhos, amante da 7a arte, gamer aos finais de semana, cozinheiro amador quando bate a fome, mamãe diz que eu sou bonito.