Ghost in the Shell – A vigilante do amanhã estreia amanhã (30/03) nos cinemas brasileiros. A nossa equipe já foi conferir a mais recente aparição de Scarlett Johansson nas telonas, adaptação do aclamado mangá japonês Ghost in the Shell lançado inicialmente em 1989.

Ghost in the shell Crítica

Prepare-se para ação

Se as suas expectativas para as cenas de lutas estavam altas, fique tranquilo, pois elas serão saciadas. O filme tem uma série de belíssimas coreografias de luta muito bem trabalhadas, sem falar nas melhores cenas slow motion estilo Matrix que ficaram ótimas. Se você curte esse tipo de filme, já vale a ida ao cinema. Aliás, você sabia que os quadrinhos orientais originais de Ghost in the Shell foram uma das inspirações das irmãs Wachowski para criar Matrix? Um dos aclamados clássicos da ficção atual.

Cenários belíssimos

Eu diria que Ghost in the Shell – A vigilante do amanhã é um forte candidato para ser um dos indicados ao Oscar de melhores efeitos visuais. A sombria megalópole futurista foi representada de um jeito exemplar, de tal forma que nem os fãs mais criteriosos da obra original podem reclamar.

Esses dois fatos somados me levam a aconselha-lo, se possível, veja em 3D; os efeitos são encantadores. Se você é fã do estilo sci-fi com muita ação, de filmes como Matrix, Minority Report, Eu Robô, entre outros, essa nova adaptação do clássico ciberpunk Ghost in the Shell é sem dúvida alguma um filme que você precisa ver.

Fãs clássicos X público atual

Sempre que temos uma adaptação, seja de livros, quadrinhos, anime, etc… Fica a dúvida, afinal, o filme foi feito com base nas produções hollywoodianas gerais, numa tentativa de agradar bem o público geral e conquistar novos fãs? Ou foi completamente baseado na obra original, tentando o máximo de fidelidade possível?

Ghost in the shell Crítica

A resposta aqui é: nem um, nem outro. Ghost in the Shell faz o possível para agradar a Gregos e Troianos, tentando fazer com que os dois tipos de audiência saiam felizes do cinema. Por um lado, os efeitos visuais, cenas de luta, caracterização física dos personagens, cenários, representação da megalópole, ficaram muito boas e fieis a obra original, agradando aos fãs mais criteriosos. Por outro lado, o excesso de lutas, efeitos especiais e a escolha de Scarlett Johansson como atriz principal, é uma clara tentativa de agradar ao público geral e encaixar o filme nos padrões hollywoodianos atuais. Apesar da escolha da atriz que protagonizou o filme ter sido comercial, Scarlet, como de costume, não deixou nada a desejar em seu trabalho.

Mas nem tudo são rosas. Se por um lado Ghost in the Shell se destaca pelos belos efeitos visuais e cenas de ação bem trabalhadas, por outro lado, ele peca no que se diz respeito ao roteiro, que é um tanto quanto raso e previsível, provavelmente numa tentativa comercial de simplificar mais a obra. Nesse ponto é onde os fãs mais fervorosos irão com certeza se chatear um pouco, já que a obra original de Ghost in the Shell tem um roteiro extremamente complexo com uma série de questões filosóficas envolvidas. Também sentimos falta de um vilão mais interessante, com motivações mais profundas e melhor trabalhado.

É isso galera, nossa opinião sobre a mais recente adaptação do antigo aclamado clássico ciberpunk Ghost in the Shell, vão lá conferir pessoalmente nos cinemas, e digam pra gente aqui o que vocês acharam.


Hachi

Graduado em Letras. Professor por profissão, escritor por paixão. Fascinado pelo universo Geek desde 98, quando me deram um disquete com Pokémon Yellow. May the force be with you.